Guilherme Bergamini
lambe-lambe

    Desde 1922, os fotógrafos lambe-lambes, com suas máquinas de jardim, registram seus protagonistas no Parque Municipal René Gianetti. Cronistas visuais, historiadores anônimos em uma época que as pessoas deslocavam-se de bairros e cidades distantes para serem fotografados na capital. Dizia-se que quem ia a Belo Horizonte e não era fotografado no Parque Municipal não teria conhecido a capital. Memórias de uma cidade em crescimento, momentos ímpares. País e filhos, amores e amados posaram diante das lentes desses profissionais. Com as mudanças, os lambe-lambes adaptaram seu oficio às necessidades de modernização sem deixarem de lado suas tradições. Na década de 90, eram dezenas espalhados por várias praças da cidade. Hoje apenas no Parque Municipal pode-se encontra-los. O seu legado está se distanciando das novas gerações. A sua memória estará presente apenas em fragmentos visuais de um Patrimônio Imaterial que aos poucos se esvai.